segunda-feira, 25 de abril de 2011

Arrogância sem noção.

Uma das situações mais difíceis para os clientes consumidores é entrar em uma agência do Banco do Brasil. Tal fato nos leva a seguir uma linha de raciocínio um tanto quanto lógica, mas que na realdade não é bem assim. Logica seria se os funcionários deste banco tivessem um perfil harmônico, comercial e até mesmo afetivo com seus clientes. Quando adentramo-nos em uma agencia do simpático "BB", ou seja, do "Bem Burocrático", nos deparamos com um ar de superioridade e descaso dos funcionários deste banco que nos leva a refletir:

"Uma autarquia sim, do povo".

Desta forma, este comportamento um tanto quanto "superior" imposto por uma grande parte de seus funcionários não cabe no cenário atual entre a concorrência consolidada entre as diversas instituições financeiras operantes no mercado.

Entrar em uma agência do Banco do Brasil e ficar horas esperando para ser atendido, por um funcionário que se imagina o "ser especial acima de tudo" é uma afronta ao bom cidadão.

Quando sentamos diante de um "todo poderoso mero funcionário" de uma instituição financeira, como outra qualquer, temos que lembrá-los de que "nem todo mundo é leigo como eles imaginam sermos".

Recentemente, contra nossa contade, pois não indicamos e nem atuamos em consultorias quando há o envolvimento do Banco do Brasil, nos deparamos com mais um destes "MESTRES GERENTES", que se colocam acima de tudo e de todos, com um conhecimento jurídico-financeiro mediocre, e uma forma de atender os consumidores única, vista até hoje por nós. O "cidadão não atende os consumidores, a não ser quando já passaram por longa espera, depois pela atendente, depois por um funcionário de setor, para depois, conforme o caso, isto é, se for realmente o caso, aí sim, pode vir a receber o "tonto do consumidor".

Daí vem a melhor parte: quando chega a receber o consumidor, com aquele olhar de desprezo, do tipo "diga logo que já estou perdendo meu tempo com você", impõe situações e condições como se a verdade fosse sua primas lei (a sua verdade) e que o conjunto normativo em vigor fosse "mero detalhe", sem valor algúm.

É, que bom para o Banco do Brasil. Ao invés de tentarmos renegociar pendências de nossos clientes, NÃO NOSSAS PARTICULARES, vamos diretamente para as bem vindas AÇÕES REVISIONAIS, fazer o que!!!

Chegamos a ouvir de um deste "MESTRES GERENTES", da agência 00119-8, que todos os calculos que fizemos em um caso concreto estavam totalmente errado e que somente os calculos de "seu departamento" era o correto. Teve a capacidade de nos perguntar: quem fez isso? respondemos: Nossa empresa, uma consultoria financeira de Rio Preto e um escritório de advocacia especializado na área financeira. Não senhor, o banco não erra. Todos vocês estão equivocados. Indagamos: Mas senhor gerente, não existe erro aqui e sim realidade, ou seja, estamos usando os princípios legais da lei da usura, do endosso duplo, etc...!!!! Respondeu: Isso não existe. Vocês estão desinformados, pois as coisas não são bem assim. Sorte nossa que todas as conversas com empresas deste "perfil" são GRAVADAS. (aquela bobagem de que quando um dos interlocutores gravam contatos a fim de provar ou garantir direito em juízo....isso....aquela bobagem).

Não bastasse ainda esse tipo de afronta verbal, pois não formalizam nada para se valer do que querem dizer ou expressar, informações financeiras, PORÉM SIGILOSAS, de um cliente, passadas a outrem, a fim de pressionar para resolver e/ou saudar qualquer forma de contrato financeiro em aberto, vencidos ou vincendos são práticas cotidianas (também arquivadas em audio nos nossos arquivos).

É senhores, tudo isso é o fabuloso BANCO DO BRASIL.

Outra coisa: Eu gostaria muito de ser informado de "como os gerente do BANCO DO BRASIL do passado conseguiram juntar verdadeiras fortunas sendo GERENTES de um BANCO ESTATAL. Melhor ainda: Me apontem quem dos gerentes aposentados do Banco do Brasil que vocês conhecem NÃO tem um monte de bens acumulados. Mas como gerente de banco??? Como assim, juntar tanto patrimônio sendo um empregado do governo.

Me disseram, certa vez, que trabalhando duro, mas contraataquei: Trabalhando duro simplesmente cumprindo carga horária e planos de metas? Mas não é mais do que obrigação de quem trabalha em qualquer emprego?? Sim, lógico, mas quem era gerente do Banco, antigamente, tinha o poder de direcionar os recursos que vinham para serem dados em empréstimos, pagar e/ou autorizar operações de risco em prol de um cliente vantajoso (pro gerente e não pro Banco), etc., etc.....

Triste realidade, mas ainda existem gerentes de perfil exemplar, como o caso do Jovaine Cardoso, gerente de uma das agências de Olímpia SP. Este sim, pessoa estudada, preparada e nada egoista. Menos ainda, quando quer se informar ou evoluir OUVE com atenção quem está sentado na sua frente. Sim, na sua mesa ao alcançe de todos os consumidores do banco.

Fica aqui mais uma das "obras primas" criadas pelo Banco do Brasil, ou seja, um bando de "empregados" que se quer sabem o seu devido lugar, ou seja, o de atender o consumidor com respeito e dignidade.

E ao setor de auditoria de RH deste banco, PARABÉNS. Vocês se superam a cada dia.

MACHADO FILHO

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O VERDADEIRO PAI.

O Pai de verdade mesmo, não é aquele que providencia as melhores escolas para seus filhos, mas o que ensina o quanto é necessário a sabedoria, e o conhecimento para o mundo e o futuro do seu filho...

O Pai de Verdade mesmo é aquele que nos primeiros passos da vida do filho, ele o ajuda a levantar quando cair, e o quanto é importe levantar-se...

O Pai de Verdade mesmo, ensina seu filho no caminho em que deve andar e dá ensinamentos que seu filho aprenderá e nunca esquecerá...

O Pai de verdade mesmo, não abandona seu filho no primeiro obstaculo que ocorrer, nunca esquecerá de seu filho em qualquer dificuldade da vida.

O Pai de verdade mesmo, não esquecerá de seu filho mesmo quando separa-se da mãe de seu filho.

O Pai de verdade mesmo, estará junto de seu filho em qualquer situação, de alegria ou de tristeza, por amor ao seu filho, é não por obrigação.

O Pai de verdade mesmo, sabe que seu filho é um pedaço seu, e que o seu sangue corre nas suas veias, e jorra em seu coração.

O Pai de Verdade mesmo, não só educa ou fica percebendo o que acontece de longe.

O Pai de Verdade mesmo, Fica POR PERTO DO SEU FILHO E O PROTEGE; COMO UMA AVE, QUE ACOLHE SEUS FILHOS DEBAIXO DAS SUAS ASAS.

O Pai de Verdade mesmo, não só ergue o filho do chão quando ele cai, mas o faz ele perceber que a cada queda é possivel levantar-se, e seguir em frente...

O Pai de Verdade mesmo ensina o filho que a PERCEPÇÃO é a GEOGRAFIA melhor para aprender o MUNDO, e a CIÊNCIA entender a VIDA.

O Pai de Verdade mesmo, sabe que a felicidade foi feita para compartilhar com quem merece... e amará seu filho sempre...sem lhe abandonar, despresar ou esquecer.

O Pai de Verdade mesmo, sabe que só existe dois dias no ano que nada pode ser feito, um se chama ONTEM, e o outro se chama AMANHÃ, portanto, HOJE é o dia certo para AMAR, ACREDITAR, FAZER e principalmente VIVER...o tempo perdido que você PAI, que foi ausente, e que nunca compartilhou da alegria, e da felicidade de estar PERTO DO SEU FILHO.

Que tipo de PAI você é?? Sempre é tempo de se tornar um PAI de verdade.

Excelente semana a todos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

BNDES JÁ EMPRESTA TRÊS VEZES MAIS QUE O BANCO MUNDIAL

CRÉDITOS DO BNDES CRESCEM 391% EM 5 ANOS E JÁ SÃO O TRIPLO DO BANCO MUNDIAL. 

Ano passado, banco de fomento concedeu US$ 96,32 bilhões em empréstimos, enquanto o Banco Mundial emprestou US$ 28,85 bilhões.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empresta hoje o triplo do Banco Mundial (Bird). No ano passado, o banco brasileiro concedeu US$ 96,32 bilhões em empréstimos, valor 3,33 vezes superior aos US$ 28,85 bilhões do Bird.
Com a crise global, os bancos estatais e as instituições financeiras multilaterais aumentaram sua participação na economia. O ritmo do banco brasileiro, no entanto, foi bem superior ao do Bird. Entre 2005 e 2010, os empréstimos do BNDES cresceram 391% em dólares, enquanto os do Bird avançaram 196%.
Vale ressaltar, no entanto, que mesmo cinco anos atrás o banco brasileiro já emprestava mais do que o Banco Mundial. Em 2005, o BNDES concedeu US$ 19,6 bilhões em empréstimos, o dobro dos US$ 9,72 bilhões do Bird.
O governo brasileiro estima uma queda nos desembolsos do BNDES em 2011 para US$ 82,86 bilhões (ou R$ 145 bilhões). Ao contrário da época de crise, a economia hoje está aquecida e a equipe econômica tenta conter a inflação. Ainda assim, o Tesouro anunciou na última quinta-feira um novo empréstimo de R$ 55 bilhões para o BNDES este ano.
De acordo com o chefe do departamento econômico do BNDES, Fernando Puga, o avanço dos financiamentos concedidos pelo banco está diretamente relacionado ao crescimento da economia brasileira. Em 2010, o Brasil se tornou a sétima economia do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) que cresceu 7,5% e atingiu R$ 3,6 trilhões.
Puga destaca que a ampliação dos investimentos no País cresceram com a colaboração do BNDES. Os investimentos que contaram com a participação do banco oficial chegaram a R$ 987 bilhões entre 2006 e 2009.
Esse montante deve subir, segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, para R$ 1,6 trilhão até 2014. "A concessão de empréstimos pelo BNDES, que atende a todos os setores, ocorre com controle, o que gerou um nível de inadimplência de 0,2% em 2010 e 2009", disse Puga.
Subsídios. Os especialistas, no entanto, divergem sobre o impacto do crescimento do BNDES para a economia. Enquanto alguns ressaltam o estímulo aos investimentos, outros criticam o custo fiscal para os contribuintes e a restrição imposta à política monetária.
Desde 2008, incluindo o novo empréstimo anunciado na semana passada, o Tesouro repassou R$ 291 bilhões ao BNDES para garantir o crescimento dos seus desembolsos. Há um subsídio embutido nesses empréstimos, porque o Tesouro capta o dinheiro pagando a taxa Selic (11,75%), enquanto o BNDES empresta cobrando TJLP (6%).
O governo nunca divulgou o valor desse subsídio. Cálculo feito pelo pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mansueto Almeida, aponta que a conta para os contribuintes brasileiros está em torno de R$ 20 bilhões por ano.
Para o professor da PUC-RJ, José Márcio Camargo, "há uma apropriação de recursos da sociedade pelos empresários que tomam empréstimos no BNDES". Outro problema apontado pelos economistas é que, ao garantir o crescimento do investimento via BNDES, o governo torna mais dura a tarefa do BC de desaquecer a economia.
O professor da Unicamp Fernando Sarti ressalta que, sem o BNDES para atuar em projetos de longo prazo, a taxa de investimento do País seria bem menor. "Quem investe em estradas, rodovias e hidrelétricas no Brasil se não tiver a participação do BNDES? Poucos", diz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fraudes Diversas e Tecnológicas.

Boletos falsos ou adulterados
Algumas dicas de prevenção úteis para o caso dos boletos falsos ou adulterados são as seguintes:
  1. Os boletos podem ser previamente verificados nos caixas automáticos da maioria dos bancos, onde existe um leitor de código de barras que normalmente indica, depois da leitura, os dados de base do boleto quais banco e agência do beneficiário.
  2. Os dados acima mencionados, devem ser idênticos aos dados indicados em claro no boleto nos campos onde é definido o banco cedente (em alto a esquerda), com relativo código, e a agência (no corpo do boleto).
  3. O código do banco deve ser ainda o mesmo que aparece nos primeiros três dígitos da representação numérica do código de barras que se encontra normalmente na parte superior do boleto.
  4. O nome do banco representado pelo código acima mencionado assim como detalhes da localização da agência emissora podem ser verificados através do site da Febraban no endereço : http://www.febraban.org.br/Arquivo/Bancos/sitebancos2-0.asp
  5. Vale a pena reparar se a localização da agência emissora é compatível com o endereço do beneficiário. Por exemplo, um boleto supostamente emitido por uma empresa de São Paulo dificilmente terá a indicação de uma agência localizada em Pernambuco.
  6. Se ao longo destes controles for verificado algo suspeito vale a pena, antes de efetuar o pagamento, validar o boleto junto a própria empresa emissora ou ao banco dela.
Exemplo de boleto falso cobrando dívida de uma empresa de telefonia
 

ANP assume o etanol e açúcar pode ser taxado.

 
A presidente Dilma Rousseff determinou aos seus principais ministros, em reunião no fim da tarde de segunda-feira, a "transferência compulsória" do controle e da fiscalização sobre a cadeia produtiva do etanol à Agência Nacional do Petróleo (ANP). O produto passará a ser tratado como combustível estratégico e não mais como um mero derivado da produção agrícola.

O governo sabe que tem pouco controle sobre níveis de estoques em mãos privadas e das estatísticas de oferta e demanda internas. A determinação de Dilma à ANP inclui maior controle sobre a quantidade produzida e o fluxo de comercialização das usinas. "Agastada" com a forte alta de preços nas bombas e as ameaças de desabastecimento, a presidente encomendou a quatro auxiliares estudos para reduzir "substancialmente" a mistura de etanol à gasolina, que hoje varia de 20% a 25%.

Na reunião, ela avaliou serem necessárias "medidas complementares" para sanear o setor. A certa altura, disse aos ministros que, se os EUA decidissem retirar as tarifas ao etanol brasileiro, o país passaria pelo vexame de não ter como fornecer o combustível ao exterior. Ao contrário, o país virou importador de etanol - e justamente dos EUA. Medidas de fiscalização tributária, como a obrigação de instalar medidores de vazão nas usinas, também estão no horizonte.

Aborrecida com os usineiros, sobretudo com executivos de companhias estrangeiras, Dilma Rousseff chegou a mencionar que, "no limite", pensaria em uma eventual taxação das exportações de açúcar. Seria uma forma de punir a alegada falta de compromisso dos empresários do setor com os planos estratégicos do governo. Os usineiros são acusados de produzir mais açúcar em detrimento do etanol. Os preços da commodity são os maiores desde a década de 70 e sua remuneração supera a do etanol em 75%. Mas há dúvidas sobre a eficácia dessa medida, tida como extrema.

A presidente acusou os usineiros de terem atuação "pouco solidária" e de "não cumprirem" acordos. A entrada de empresas multinacionais no setor, avaliou, não resolveu esse problema. Ao contrário, agravou a "visão restritiva" dos compromissos. Dilma reconheceu que é necessário apoiar o setor com financiamentos e desonerações da cadeia produtiva, mas que, antes disso, precisa ter o compromisso dos usineiros.

Na reunião de segunda-feira, ficou clara a disposição do governo de não ficar "de braços cruzados" esperando a situação se agravar. Estavam no encontro os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia) e Wagner Rossi (Agricultura).
Fonte: Valor Econômico

E A FARRA CONTINUA: MST já invadiu 36 fazendas em SP.

Publicado em 11/04/2011   Subiu para 36 o número de fazendas invadidas pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) nas regiões do Pontal do Paranapanema, Alta Paulista e Araçatuba, no oeste do Estado, desde a madrugada de sábado. Pelo menos seis áreas foram invadidas na manhã de ontem. As ações fazem parte do "abril vermelho", a jornada de lutas do movimento.   Os militantes, liderados pelo dissidente José Rainha Júnior, reivindicam a retomada da reforma agrária na região, com a criação de assentamentos para seis mil famílias que estão em acampamentos. Querem, ainda, que o governo estadual apresse a obtenção da posse de uma área de 92,6 mil hectares considerada devoluta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Pontal.   As terras de duas usinas de açúcar e álcool do grupo Odebrecht instaladas em parte dessa área, converteram-se no principal alvo do movimento. Seis fazendas do grupo - Copacabana, Galpão de Zinco, Timburi, Lago Azul, São José e Pontal Agropecuária - foram invadidas em Teodoro Sampaio. De acordo com Rainha, para instalar uma das usinas, o grupo investiu em terras que o governo estadual considera como devolutas. "Parte do investimento foi financiada pelo governo federal, através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)." Rainha divulgou uma relação das áreas invadidas em 19 municípios dessas regiões. Em Dracena, foram ocupadas as fazendas Turmalina, Santo Antonio, Vista Alegre e Cobras.   Rainha afirma que as ocupações vão continuar até o dia 17, data em que 19 sem-terra foram mortos pela Polícia Militar, em 1996, em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. O "massacre de Eldorado dos Carajás" foi adotado como símbolo da luta pela terra no País. Representantes do grupo de Rainha vão se reunir com integrantes da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) no dia 14 para discutir a questão agrária na região. Em janeiro, os sem-terra liderados por Rainha Júnior já haviam invadido 23 propriedades na região, na ação que ele denominou "janeiro quente".   O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse ontem que as invasões são um "deboche" à lei. Segundo ele, Rainha Júnior é um dos poucos brasileiros que possuem "alvará de impunidade". "Ele já foi condenado, tem dezenas de processos, anuncia previamente seus crimes e não vai preso." Para Nabhan, o julgamento das terras devolutas do Pontal não é definitivo. "Há recursos pendentes que podem modificar a decisão do STJ." Ele atribui ao governo estadual a responsabilidade pelo conflito no Pontal. "É o Estado que está dizendo que somos grileiros. O proprietário rural que produz há 100 anos corre o risco de ter de entregar a terra para esses invasores."

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quanto custa o ÁLCOOL/ETANOL.

ATENÇÃO.....

O Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), vinculado a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (USP/ESALQ), com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulga o relatório final de custos de produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol para acompanhamento da safra 2010/11 na região Centro-Sul. Os levantamentos de custos de produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol no Brasil são realizados há quatro safras e possuem a missão de desenvolver uma pesquisa de extensão universitária que possibilite a criação e divulgação de informações de interesse público que apoiem o desenvolvimento das empresas do setor.
Iniciado para analisar a safra 2007/2008, a série de levantamentos teve como objetivo original calcular indicadores regionais de custos de produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol para as grandes regiões sucroenergéticas brasileiras. Com a evolução dos trabalhos, novos objetivos foram adicionados: i) definição de uma metodologia de contabilização de custos comum a todos os participantes da pesquisa; ii) desenvolvimento de indicadores de desempenho de processos técnicos; e, iii) criação de indicadores de preços pagos por uma cesta de insumos de produção agroindustrial do setor sucroenergético brasileiro.
O levantamento possui a imprescindível contribuição de quase uma centena de instituições, entre usinas, associações de fornecedores de cana-de-açúcar, sindicatos, federações, fabricantes de equipamentos, centros de pesquisa, fornecedores de insumos e financiadores que recebem como contrapartida análises técnicas, econômicas e informações comparativas sobre as condições da sua gestão de custos, preços de insumos e processos produtivos. 
Acompanhamento de custos da Safra 2010/2011 do Centro-Sul
O levantamento de custos da safra 2010/2011 definiu os custos planejados no fim de safra por agentes da região Tradicional, delimitada pelos estados de SP, PR, RJ, e Expansão, referente aos estados de GO, MG, MS e oeste de SP. A pesquisa contou com a colaboração de 65 instituições, sendo 55 usinas e 10 associações de fornecedores de cana-de-açúcar, além disso, se contou com o apoio de informações divulgadas ou disponibilizadas por CTC, Orplana, UDOP e UNICA. A amostra da pesquisa foi responsável pela produção e processamento de 116 milhões de toneladas de cana, ou o equivalente a 21% do montante produzido na região Centro-Sul.
A safra 2010/11 quando comparada a safras anteriores foi marcada por custos agrícolas mais elevados, queda na produtividade da lavoura, elevação na qualidade da matéria-prima, aumento de custos industriais, melhora dos coeficientes de perdas e rendimentos de processos industriais e, preços da cana-de-açúcar, açúcar e etanol mais favoráveis aos produtores e processadores. Os preços elevados foram um dos principais responsáveis pela melhora da rentabilidade do setor.
Os resultados da pesquisa destacaram que, em média, os fornecedores de cana-de-açúcar da região de Expansão conseguiram um preço suficiente para cobrir todos seus fatores de produção. Enquanto que os fornecedores da região Tradicional obtiveram preços suficientes para remunerar seus custos com fluxo de caixa e depreciações, mas não conseguiram remunerar seus custos de oportunidade do capital e atingir lucratividade econômica. Já os custos da cana produzida pela própria usina, em ambas as regiões, foram inferiores aos dos fornecedores e aos preços praticados no mercado. De forma geral, houve uma notável melhora na remuneração do setor na safra atual quando comparada às precedentes, fruto, em grande parte, das boas condições do mercado de açúcar e etanol, já que os custos de produção sofreram leve aumento. A Tabela 1 destaca o resumo dos custos totais econômicos da cana na safra 2010/2011, a Tabela 2 apresenta a divisão de custos operacionais por processo de produção agrícola de fornecedores de cana-de-açúcar, enquanto a Figura 1 ilustra o detalhamento dos principais fatores de formação de custos.

Tabela 1 - Resultados de custos de produção de cana-de-açúcar (R$/t) e margem de contribuição na safra 2010/11.
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Agente               Região        Custo operacional     Custo econômico      Margem econômica
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Fornecedor        Expansão              43,30                  49,74                              6,5%
Fornecedor        Tradicional             47,27                 59,58                            -10,2%
Usina                Expansão              40,12                 45,65                             16,1%
Usina                Tradicional            45,69                  51,72                               3,5%
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Fonte: PECEGE (2011)

Tabela 2 - Custos por etapa de produção de cana-de-açúcar (R$/ha) na safra 2010/11 dos fornecedores.
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Etapa de produção                                        Tradicional                           Expansão


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I - Lavoura*                                                       3.229,27                               3.227,43

Formação do canavial                                      3.157,45                                3690,00
Tratos culturais cana-planta                                353,30                                  321,50
Tratos culturais cana-soca                                  828,15                                  873,96
Colheita                                                            1.864,60                               1.736,16
II - Remuneração da terra                                  805,14                                   522,25
III - Custos administrativos                                 497,86                                   209,84
IV - Depreciações total                                       306,30                                   132,44
      Depreciação de máquina                             230,41                                   101,34
V -Remuneração do capital                               301,00                                   207,89
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Custo total                                                       4.909,15                                4.198,52 
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*A etapa e sub-etapas de produção I incluem os custos com depreciação de máquinas destacados na etapa IV
Fonte: PECEGE (2011)


Os resultados econômicos obtidos pela produção de açúcar e etanol não diferiram dos da cana-de-açúcar. Identificou-se que os preços tanto do mercado de etanol quanto do mercado de açúcar foram suficientes para remunerar os custos industriais totais (CT) nas duas regiões estudadas, exceto o etanol hidratado produzido na região Tradicional, o qual somente cobriu uma parcela do custo de oportunidade do capital. Ainda que ambos tenham apresentado bom desempenho, deve ser destacada a melhor performance do mercado açucareiro, o qual, mais uma vez, superou o mercado de etanol. A Tabela 3 apresenta o resumo de resultados dos principais produtos, açúcar VHP e etanol hidratado.




Tabela 3 - Resultados de custos de produção e margem de contribuição de açúcar VHP (R$/t) e etanol hidratado (R$/m3) na safra 2010/11.
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Produto                     Região             Custo operacional          Custo econômico           Margem Econômica
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Açúcar VHP            Expansão                             505,09                               589,10                                 23,9%
Açúcar VHP           Tradicional                            549,27                               631,87                                15,5%
Etanol hidratado    Expansão                            757,63 (R$ 0,75/L)             874,19 (R$ 0,87/L)             1,9%
Etanol hidratado    Tradicional                          803,82(R$ 0,80/L)             916,30 (R$ 0,91/L)            -2,8%
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Fonte: PECEGE (2011)

A manutenção da boa rentabilidade do setor foi causada pela melhora nos preços, combinado ao aumento da produtividade industrial, ocorrido, principalmente, em razão da maior concentração de açúcares na matéria-prima. No entanto, melhorias na eficiência de uso dos fatores de produção agroindustriais não foram identificadas, assim como os preços destes sofreram reajustes seguindo a inflação. Esse diagnóstico ratifica a interpretação, já extraída na última safra, de que o desempenho do setor estudado está fortemente dependente dos preços de mercado de açúcar e etanol. Fica o alerta sobre a necessidade de uma busca contínua de controle dos custos na procura permanente de aprimoramento do sistema de produção garantindo o desenvolvimento econômico sustentável da atividade sucroenergética. A publicação periódica dos custos de produção da cana-de-açúcar, do açúcar e do etanol reforça a seriedade e credibilidade desse trabalho junto a agentes do setor, refletido no aumento do número de participantes. Destaca-se a função desse estudo para difusão de métodos de cálculos de custos que possam servir de referência para identificação, análise e comparação das boas práticas agroindustriais de forma a apontar os fatores determinantes no custo de produção e gerar indicadores que reflitam as melhores práticas de gerenciamento e controle da produção.
Os relatórios completos de resultados dos quatro levantamentos realizados nas safras são de livre acesso ao público e estão disponíveis no site www.pecege.esalq.usp.br. As instituições interessadas em participar ou apoiar os levantamentos podem obter informações em www.pecege.esalq.usp.br/sucroenergetico, email projetos@pecege.esalq.usp.br ou pelo telefone (19) 3375-4250. Todos os participantes da pesquisa contam com acesso exclusivo a um relatório de benchmarking e análises sobre sua empresa. Em abril de 2011, o PECEGE inicia o levantamento de consolidação dos custos de produção do Centro-Sul e Nordeste na safra 2010/11, e mais uma vez espera contar com a contribuição das instituições do setor sucroenergético. 

Fonte: PECEGE: www.pecege.esalq.usp.br
Texto: Caio Albuquerque
Adaptação: João Batista Machado Filho (Machado Filho Assessoria Empresarial)

"O mundo dos negócios não é para amadores e menos ainda para sábios de boteco"