sábado, 23 de julho de 2011

Cultura Urbana - Mestre Canela - Novo Horizonte SP


Em meus passeios de bike diário, pude observar uma certa aglomeração de pessoas que se postava em uma esquina escura de Novo Horizonte. Aproximando-me daquele espaço, pude notar que um som vinha se propagando no precicío da noite que se anunciava. Era o som de berimbaus, pois alí encontrava-se uma "roda de capoeira". Mestre Canela e seus discípulos se contemplavam com a beleza da arte vinda de nossos pais africanos.
Ao invés de desocupação daqueles jovens que alí estavam, o senso de responsabilidade de Mestre Canela fazia eclodrir  naqueles corações e principalmente no carater, que a vida é bela para os belos de sentimento e de respeito ao próximo. Desta forma, não existe a possibilidade de nossos jovens se perderem neste nosso mundo tão cheio de armadilhas e sofrimento.

PARABÉNS MESTRE CANELA

Teu exemplo afere educação em nossos jovens.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

COM UMA RECEITA DE 21 MILHÕES POR EXAME, QUEM DISSE QUE A OAB VAI ABRIR MÃO DO EXAME DE ORDEM???

O deputado Domingos Dutra (PT-MA), que solicitou a realização de reunião para discutir a obrigatoriedade dos exames de ordem na Câmara dos Deputados, disse que não considera justo punir somente os estudantes pela falta de qualidade dos cursos de Direito no País. “Não é justo as pessoas se submeterem a um teste como o vestibular, passar cinco anos na universidade e, no final, não se transformar em advogados”, disse Dutra.
O deputado Vicentinho (PT-SP), que é formado em direito, mas não fez o Exame da OAB, acha que os estudantes deveriam ser melhor avaliados todo ano durante a sua formação, sem a necessidade de uma prova extra ao final. “Será que Rui Barbosa passaria no Exame de Ordem?”, questionou Vicentinho, lembrando o famoso jurista da primeira metade do século XX.
"Em entrevista ao G1, o desembargador Sylvio Capanema disse que não conseguiria passar na prova"

São realizadas três edições do exame por ano, cada uma com duas fases. A taxa de inscrição para cada edição é de R$ 200. A prova é organizada pela Fundação Getulio Vargas. A edição mais recente, a 2010.3, teve 104 mil inscritos na primeira fase, composta por 100 questões de múltipla escolha, e só 26% dos candidatos passaram para a segunda fase, que teve perguntas com respostas dissertativas.
Por outro lado, em março, a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado rejeitou por unanimidade a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propunha considerar o diploma de curso superior como comprovante da qualificação profissional e extinguiria o Exame de Ordem.
Na defesa da importância da prova, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, disse que o maior problema é a baixa qualidade do ensino jurídico no país. “Cerca de 70% dos alunos formados por universidades públicas e particulares de boa qualidade passam no exame. O problema são as faculdades ruins, de fundo de quintal", disse Cavalcante. Hoje, segundo ele, há 1,3 milhão de bacharéis em direito no país sem inscrição na OAB. E apenas 700 mil profissionais aptos a advogar. O Ministério da Educação registra 1.164 cursos superiores de direito no país.
* Com informações da Agência Câmara

“Para procurador, exame da OAB fere Constituição”.

“Não se trata de achismo, se trata de legalidade”......

O subprocurador-geral da República Rodrigo Janot encaminhou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) concluindo que é inconstitucional a exigência de aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para o exercício da advocacia. O STF deverá decidir em breve sobre o tema porque foram protocoladas no tribunal várias ações questionando a obrigatoriedade da prova que avalia se o bacharel de direito pode ou não exercer a profissão de advogado.

O julgamento será no plenário do STF porque a Corte resolveu que a decisão terá repercussão geral, ou seja, será aplicada a casos semelhantes. Como a votação ocorrerá no plenário, o ponto de vista do Ministério Público Federal será defendido pelo procurador-geral e não por Janot. O atual procurador-geral, Roberto Gurgel, foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para mais um mandato de dois anos. Se for aprovado pelo Senado, exercerá o cargo até 2013. A opinião de Gurgel sobre o exame da OAB ainda não é conhecida.

No parecer encaminhado ao STF, Janot afirmou que não está em debate a necessidade de inscrição do bacharel em direito nos quadros da OAB como requisito indispensável para o exercício da advocacia. Segundo ele, o que é discutida é a constitucionalidade da exigência de submissão e aprovação no exame da entidade para inscrição do bacharel nos quadros da OAB e a delegação ao Conselho Federal da Ordem para regulamentação da prova.

O subprocurador afirma que o direito à liberdade de profissão é uma garantia fundamental consagrada pela Constituição e pelos principais tratados internacionais sobre direitos humanos. "Assegura a Constituição vigente em seu art. 5º, XIII, o direito ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, vinculando-o à observância das qualificações profissionais que a lei estabelecer", disse Janot.

Nossa posição:

Tanto a OAB como uma grande parcela de advogados em exercício lutam para exigir a “qualificação ideal” dos bacharéis em direito para exercício da profissão, mas onde reza que ambos detêm poder legal para avaliar a capacidade dos “formados e reconhecidos pelo MEC como aptos ao exercício da profissão de advogado”, se estes bacharéis cursaram e foram diplomados por curso superior devidamente legalizado e autorizado pelo MEC??

Se os cursos são que qualidade pedagógica ou não, cabe ao mesmo MEC disciplinar, e mais ninguém.

Os bacharéis “não podem ser culpados e impedidos de trabalharem, pois quem reembolsará anos de investimentos em cursos de direito??

Se uma UNIVERSIDADE está com as portas abertas para contratar seus serviços é porque “Alguém” dotado de poder reconhecido legalmente assim permitiu. Ou é tudo brincadeira isso?? Você colou ‘GRAU”, dei-lhe um diploma por ter sido aprovado em todas as disciplinas do curso, mas você não terá direito a trabalhar na profissão que escolheu!!! SIMPLES ASSIM????

Além mais, em caso de erros e/ou desqualificação do ato de advogar o direito, existem “LEIS” que, aí sim, regularão seus infringentes.

Não é questão de “achismo”, mas sim de “direito constitucional”, ou nossa Carta Magna é meramente decorativa??

Não pense nisso de forma subjetiva, mas sim objetiva, ou melhor, cumpra-se a LEI.

"O mundo dos negócios não é para amadores e menos ainda para sábios de boteco"