MAIS UMA PIADA CHAMADA BANCO PANAMERICANO

Delloite, KPMG e Fator não identificaram fraude????

"Estamos aqui diante de mais uma das grandes piadas brasileiras".

Senhores: Se existe alguém que consegue identificar, à fundo, todo o cenário "real" das entranhas de uma empresa são as consultorias. Nem mesmo advogados chegam a saber de tamanha exatidão. Eu, como consultor, tenho que ouvir essa "bobagem" na mídia.........Delloite, KPMG e Fator "não identificaram fraude......
Para que então contratar uma consultoria, se ela não consegue identificar o "óbvio" em uma gestão? Agora sim, "para preparar o cenário e colocar em execução os planos traçados com eficiência e precisão cirúrgica".
Estes tais "planos" que me refiro são planejamentos estratégicos tanto para uma gestão eficiente como para uma gestão fraudulenta.
O que não se admite ouvir é que 3 gigantes do setor de consultoria empresarial, mais um Banco,"NÃO CONSEGUIRAM IDENTIFICAR O QUADRO".
Também, se confirmarem terem conhecimento do cenário estariam firmando suas co-participações nas fraudes, ENTENDERAM???

Isso é "formação de quadrilha", inclusive.  Vamos aos fatos:

O rombo no caixa do Banco Panamericano coloca em xeque o trabalho das auditorias interna e independentes responsáveis por avaliar as contas da instituição. Os dados internos do banco são auditados pela Delloite. E, no ano passado, a instituição financeira do Grupo Silvio Santos passou ainda pelo crivo da KPMG e do Banco Fator, que "ajudavam" a Caixa Econômica Federal na compra de 49% do capital do Panamericano.

Uma fonte que acompanhou de perto essa transação afirma que seria impossível a fraude ser detectada pelas consultorias responsáveis pela venda do banco para a Caixa, já que o sigilo bancário impede que o nome dos clientes sejam identificados. Mas, segundo ele, os dados indisponíveis aos operadores externos poderiam ter passado pelo crivo da Delloite.

Em nota divulgada no início da noite de ontem, a empresa, responsável pelas análises internas das contas, restringiu-se a informar que, 'de acordo com o seu Código de Ética e Conduta Profissional e em respeito aos compromissos de confidencialidade assumidos, não emite comentários sobre situações relacionadas a clientes'.

O Banco Fator, contratado pela Caixa Econômica para intermediar a aquisição, disse por meio da assessoria de imprensa que não tinha como identificar possíveis fraudes nas contas do banco, auditadas  em março do ano passado para a transação. 'Não temos expertise para fazer auditoria, por isso contratamos uma empresa de renome para cuidar desse processo', informou o Fator. Segundo o banco, não seria possível identificar a existência de operações cruzadas feitas ilegalmente por causa do sigilo bancário. 'Mas não é possível afirmar ainda se houve realmente uma fraude', reforçou o banco.

A KPMG, auditoria contratada pelo Fator, também tentou se explicar em uma nota divulgada ontem à noite. A empresa enfatizou que não é responsável pela auditoria interna do Panamericano. E escreveu:

"A KPMG foi contratada para executar certos procedimentos pré-acordados de diligência em dados disponibilizados pelo referido Banco em 'data room' com data base de março de 2009'.

Sócia do Panamericano, a Caixa Econômica Federal disse que a operação de compra iniciada no fim do ano passado só foi concretizada em julho após aprovação do Banco Central. Segundo a Caixa, as contas do Panamericano foram submetidas também à análise da BDO Consultores, para que emitisse uma segunda opinião.

Histórico. O primeiro caso de fraude em instituição financeira a passar "despercebido" pelas auditorias foi o do Banco Nacional. O banco quebrou em 1990 sem que os auditores tivessem feito nenhum alerta, conforme ficou comprovado no processo judicial. Desde 1988, o balanço era maquiado com operações de crédito fictícias. O caso marcou a primeira "condenação de um auditor por cogestão fraudulenta. Marco Aurélio Diniz, responsável pela auditoria independente que a multinacional KPMG fez no banco, teve a pena de condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal em 2007".

Fonte: Naiana Oscar, Estadão
Comentários: Machado Filho

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