Sistema ANCORA. Como vender em tempos de crise?


Um dos aspectos determinantes hoje, se prende ao sentimento de depressão generalizado que a maioria dos empresários vive. 

Será que os velhos modelos de venda, baseados no entusiasmo e na transferência dessa emoção para os nossos clientes, ainda funcionam?

Na maioria dos casos não.
 
Ainda sou do tempo em que num livros de vendas antigos se dizia:

"Entusiasmem-se com o seu produto, que essa emoção contagiará o seu cliente."

Já experimentaram fazer isto a um cliente deprimido?

O mais provável é terem do lado de lá uma reação do género: "Olha para esse todo contente... mas será que ele não sabe que estamos em crise?"

Numa situação destas, mais vale sincronizar o estado de espírito com o do cliente e “entrar na onda” dele.
 
Algo do género:
 
"De fato, Sr. Cliente, as coisas têm estado complicadas. Muitos dos nossos clientes estão atravessando períodos de crise..."
 
Mas será que devemos ficar nesta situação de "amargar ainda mais a situação" por muito tempo?
 
Claro que não.
 
Somente o tempo suficiente para sincronizarmos nosso estado de espírito, para não chocar com eles e conseguirmos, depois, devagar, começar a tirá-los desta situação sentimental negativa.
 
E vocês me perguntam: como é que se faz isso?
 
Muito simples: ao sincronizarmos os ritmos corporais como a velocidade com que falamos, a postura, respiração e outros fatores, como, também, o estado de espírito, estaremos criando empatia.
 
O corpo humano segue ritmos. Quando existe empatia entre as pessoas, os ritmos corporais têm tendência a ser parecidos, a se aproximarem

Nesse sentido, ao entrar no estado de espírito do nosso cliente, estamos começando a trilhar o caminho da empatia com ele.

Depois só é necessário começar a sair do estado deprimido, negativo, desmotivador e aos poucos começar a passar para assuntos menos pesados e mais alegres.

Um dos erros que numa situação destas podemos fazer é entrar nesse estado e mantermo-nos lá por muito tempo, ou sejam, exceder nas "lamentações da vida". Esta é uma das situações mais perigosas observadas hoje em dia.

Ao cairmos na tentação de fazermos de psicólogo, repetidamente, com os nossos clientes, estamos criando aquilo que habitualmente se chama de "^ANCORA NEGATIVA".

Quase todos nós tivemos numa ocasião ou noutra um desgosto na nossa vida, certo? Claro que sim. Por exemplo, uma determinada música que passe repetidamente nas rádios e que naquele determinado momento da execução da musica, estejamos passando por algum sentimento positivo ou negativo profundo. Já notaram que a emoção e a música ficam interligadas após algum tempo, e mais tarde, cada vez que a música tocar, voltamos a sentir a mesma emoção ou tristeza?

Este fenómeno das "^ANCORAS" ocorre com milhares de situações na nossa vida.

O que pode acontecer com seu cliente é que ele, inconscientemente, interligue a vossa pessoa aos sentimentos de depressão que a crise lhe provoca. E se no início pode parecer que estamos criando uma relação de confiança com ele, rapidamente isso pode-se voltar contra você. Por isso, entrar no mesmo estado de espírito do nosso cliente é útil, desde que seja somente para criar empatia e tirá-lo de lá. Nessas situações vera que o efeito é fantástico.
 
Por quê?
 
Porque vai criar uma "ÂNCORA POSITIVA" com ele. As emoções positivas que lhe conseguir criar vão ficar associadas à sua pessoa. E no futuro, cada vez que ele se lembrar de você, as emoções vão voltar.
 
Pois é, parece que até com os deprimidos existe forma de vender com eficiência. E existe mesmo.

Então, cai por terra o dito de que em tempos de crise e com clientes deprimidos ou mau humorados não se consegue aberturas para vender bem.

Boas vendas....
 

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